O silêncio após a última frase de Camille não durou nem três segundos.
Foi o tempo exato para Adam entender.
— Não. A palavra saiu baixa, mas tão carregada que o ar pareceu tremer.
Camille piscou, surpresa.
Marcus e Dante trocaram um olhar rápido, alerta.
Adam tentou se erguer. Primeiro apenas afastou o braço do leito.
Depois empurrou o corpo, ignorando a dor que franziu seu rosto sem que ele percebesse.
— Adam, não. Marcus se adiantou.
Mas Adam já estava tentando se sentar por completo, o monitor disparando alarmes que pareciam gritar a própria urgência dele.
— Camille, você não vai sair da minha vida por causa do Delmont, ele falou, a voz rouca, pesada, mas firme como aço trincado.
O esforço fez a incisão latejar. O corpo cedeu por um segundo, mas ele apoiou o antebraço e tentou de novo.
Os olhos de Camille se arregalaram.
— Adam, para. Você acabou de sair de uma cirurgia.
— Não interessa. Ele puxou o ar, determinado.
— Você não vai se afastar de mim. Não desse jeito.
O monitor apit