Isabela
Naquela noite, o silêncio tinha gosto de pólvora.
Deitada na cama do apartamento de Valentina, Isabela encarava o teto como se ali pudesse encontrar alguma paz. Mas não havia paz. Só o zumbido constante dos pensamentos, dos planos, das memórias… e da guerra que estava prestes a explodir.
A imagem de Eduardo ajoelhado diante dela era ao mesmo tempo uma vitória e uma ameaça. Ele não se rendia. Ele recuava para atacar melhor. Ela sabia. Sentia.
Aquele homem não conhecia derrota, e acei