Isabela
O silêncio era estranho.
Depois de tantos tiros, gritos e explosões, o som da brisa leve entrando pelas janelas do bunker parecia um sussurro irreal.
Ela estava sentada no chão de concreto frio, as pernas ainda trêmulas.
O sangue seco nos dedos era a lembrança de que havia sobrevivido. De novo.
Mas agora… ela não sabia o que fazer com o silêncio.
Leonardo surgiu do corredor, as roupas sujas, o olhar cansado — mas vivo.
— O último carro bateu em retirada — ele disse, sentando-se a