Isabela
A estrada parecia infinita.
A chuva batia no vidro com força, como se o céu também estivesse em guerra.
Dentro do carro, o silêncio era denso. Não por falta de palavras — mas porque tudo que podiam dizer agora não mudaria o que estava prestes a acontecer.
Valentina tinha se sacrificado por eles. E aquilo doía mais do que Isabela imaginava.
Sentia o peso de cada escolha, cada mentira, cada corpo que deixou no caminho.
— Estamos a quanto tempo do bunker? — perguntou, a voz rouca.
—