Isabela
O corpo ainda doía — não de dor, mas de excesso. De entrega. De tudo que ela deu a Leonardo naquela madrugada. Mas agora, com a luz da manhã entrando pelas frestas da cortina, o calor que sentia era outro. Um calor ácido, que nascia no peito e subia até a garganta.
Ela se vestiu em silêncio. Observou o homem ainda adormecido na cama, o rosto sereno, a respiração lenta. Aquele rosto... que ela beijou com tanta devoção. Que gemeu seu nome entre sussurros e promessas. E agora, esse mesmo