Isabela
O prédio era frio, de arquitetura moderna e impessoal. A cobertura onde Valentina morava parecia saída de uma revista de luxo: linhas retas, vidro por todo lado, e um silêncio cortante que mais lembrava um mausoléu do que um lar.
Isabela foi recebida por uma assistente sorridente demais — o tipo de sorriso treinado para disfarçar tensão.
— A senhora Valentina a aguarda na biblioteca.
Biblioteca. Claro. Nada mais simbólico do que encarar demônios cercada por livros. Ela atravessou o