O apartamento de Sophia parecia ainda mais vazio ao retorno. As persianas abertas deixavam a luz cinzenta do céu entrar, espalhando tons frios pelo mármore do chão. Ela caminhou até a cozinha, largando as chaves e o celular no balcão, como se não tivessem importância alguma. O eco do salto batendo nos azulejos era a única companhia que restava.
Tomou um copo d’água como quem toma veneno. Sentia-se enjoada, vazia, estranha no próprio corpo. Não era a primeira vez que dormia com alguém por impul