O hospital particular em Upper East Side parecia uma fortaleza discreta naquela manhã de março. Janelas espelhadas refletiam o céu cinzento, segurança privada nos corredores, nenhum nome no prédio. Dante estava no quarto 1204, cama hospitalar elevada, soro intravenoso no braço direito, curativos frescos na mão esquerda mutilada e no rosto. O olho esquerdo ainda inchado, mas já abrindo um pouco mais. Costelas fraturadas enfaixadas, respiração rasa, mas estável. Ele acordava por períodos curtos,