O cheiro estéril do hospital, misturado ao som rítmico dos monitores, parecia ter se tornado a nova realidade de Emily. Já fazia alguns dias desde que ela fora internada, após o tiro que quase a tirou da vida. O impacto físico da bala havia sido severo, mas o trauma emocional era mais profundo. Toda vez que fechava os olhos, os flashes da noite fatídica vinham à tona — o rosto transtornado de Marcelo, o som ensurdecedor do disparo, a dor súbita que tomou conta de seu corpo. Contudo, havia uma c