Mundo ficciónIniciar sesiónVolkan estava perdido em pensamentos, enquanto Demir explicava os termos do contrato dos novos clientes. Na reunião daquela manhã, o advogado lembrou do convite que Aslı fez a ele.
Tirou a carteira do bolso do paletó e pegou o cartão de visitas que a moça lhe entregou.
Leu o endereço e viu que o lugar era próximo da escola que a filha da jovem estudava.
— Seria ela solteira? Casada? Existia alguém em sua vida? Volkan pensava em Aslı que não percebeu o primo falando com ele.
—Volkan se ganharmos essa causa, eu vou conseguir quitar meu apartamento. O valor é altíssimo.
Demir era primo e melhor amigo de Volkan. Dos 3 sócios, a porcentagem menor na sociedade era dele e por várias vezes o homem abriu mão dos honorários em algumas causas para que o primo pudesse ganhar um valor maior.
Claro que em todas às vezes o pai de Volkan reclamou porque para Aslan, o primo era apenas um caso de caridade, já que o irmão mais novo do homem, quando vivo, acabou acumulando dívidas de jogos e com agiotas.
—Irmão está tudo bem? Demir perguntou se tinha acontecido algo, já que na reunião mais cedo ele quase não falou.
—Tudo sim, eu estava apenas pensando em Yiğit. Até agora Zeyno não me ligou e conhecendo a minha irmã, me preocupo dela esquecer o menino no colégio. — Eu vou para o meu escritório, ligar para aquela mocinha e saber se Yiğit já está em casa.
— Saímos para o almoço daqui 20 minutos? Volkan perguntou ao primo.
Demir respondeu que sim e que Cemil não iria com os dois. Com o problema da cunhada, o homem decidiu tirar o restante do dia de folga e só foi para o escritório naquela manhã porque a presença dos três sócios era necessária.
—Volkan antes de você sair, gostaria de saber como Cansu está? Quer dizer, você chegou e não tocou no nome dela, Cemil me disse que ela teve que ficar em observação. Me desculpa se meter no seu noivado, mas se não existe amor porque não termina tudo de uma vez?
Volkan não queria falar da noiva, o encontro com Aslı o fez esquecer completamente dela, e só em imaginar que ao chegar na mansão o pai iria começar o sermão de sempre, ele queria sumir nem que fosse por um dia.
— Demir, eu não quero falar sobre isso agora, vou ligar para Zeyno e te espero para irmos almoçar.
Volkan saiu em direção ao seu escritório mais com o pensamento ainda em Aslı.
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—Mamãe, eu conheci um novo amiguinho na escola, e ele não tem mãe assim como eu não tenho pai.
Şymal e Aslı estavam em casa preparando o almoço, Elif ficou na padaria para terminar uma encomenda e Omer não almoçaria com elas.
—Como foi a apresentação e me conta sobre esse seu amigo?
Aslı e Şymal colocaram os pratos na mesa e a menina arrumou a jarra de suco. Aslı colocou a travessa com a massa, o prato favorito da sua menina.
—Foi tudo lindo e todos gostaram dos doces e do bolo que a tia fez. Os colegas de hoje eram engraçados e o meu coleguinha, é mais novo que eu. — Pena que não perguntei o nome dele, agora nunca mais vou encontrar ele de novo.
— Não fica assim filha, talvez um dia vocês dois possam se reencontrar e brincar novamente. Agora vem almoçar, que hoje à tarde sua tia vai entregar uma encomenda grande e eu vou ter que fechar a padaria.
— Vou te deixar no ballet e seu tio irá te buscar. Omer me avisou que não vai trabalhar hoje à noite.
—Tá bem mamãe, vou almoçar e depois trocar de roupa.
Volkan e Yiğit conversavam ao telefone. Os 20 minutos se tornaram quase 30 e o filho não parava de falar da amiguinha com jeito de anjo, que ela era engraçada e que assim como ele não tinha mãe, ela não tinha pai.
—Meu leão, agora o papai precisa mesmo desligar, estou atrasado para o almoço. Passa o telefone para sua tia.
—Tudo bem papai, mas promete que não vai chegar tarde? — Yiğit perguntou do pai.
—Não posso prometer, mas seu pai vai tentar, agora deixa eu falar com tia Zeyno.
O menino passou o celular para a irmã de Volkan e o advogado perguntou como tinha sido tudo e se o menino realmente havia se comportado bem.
—Irmão, se acalma que meu sobrinho está muito bem. Eu cheguei no horário marcado e me parabeniza que eu encontrei o lugar sozinha, claro que o GPS me salvou, mas foi tudo tranquilo.
Volkan riu da irmã ao falar que "ela encontrou uma escola sozinha", já que sua caçula era tratada como uma princesa pelo pai.
—Parabéns super tia, você vai ficar na mansão agora à tarde? Yiğit me disse pela manhã que vocês dois vão montar um novo quebra cabeça. Aconteceu algo para você estar em casa?
—Não aconteceu nada, só quero passar um tempo com meu sobrinho e está tudo tranquilo na loja hoje. Ah, quase esqueço de te avisar, Cansu me ligou, me contou o que aconteceu e me perguntou se você encontrou outra pessoa.
—Volkan, porque não acaba logo com esse compromisso? Você não a ama e sofre apenas para agradar nosso pai.
—Irmã... não quero falar sobre isso e agora vou desligar que Demir está me chamando.
Volkan desligou o telefone, pegou o seu paletó e vestiu, pegou o celular e a carteira e ao colocar no bolso, algo caiu e ele viu o que era.
—Se eu aparecer hoje no trabalho dela, será que ela vai gostar?
Volkan ficou pensativo por uns segundos, olhou para o pote de biscoitos, que ela entregou pra ele, e guardou o cartão novamente. Era melhor esquecer aquela jovem.







