A chuva escorria lentamente pelo vidro, desenhando caminhos tortos que desapareciam antes de alcançar a moldura da janela. O céu estava cinzento, pesado, como se carregasse o mesmo silêncio sufocante que dominava o quarto do hospital.
Aslan permanecia imóvel na cama.
Os dedos apertavam o braço da cama com força, enquanto os olhos continuavam presos na tempestade do lado de fora. Desde que acordara da cirurgia, ninguém havia tido coragem de dizer a verdade completa. Médicos entravam e saíam com