Mundo de ficçãoIniciar sessãoVolkan estava voltando para o carro quando viu uma mulher tentando trocar um pneu.
A garota não deveria ter mais que 20 anos. Ela usava um vestido florido com os cabelos soltos e seu rosto estava vermelho devido ao esforço.
A escola que o filho visitara ficava em um bairro distante da mansão e naquela hora não passava quase ninguém na rua.
Volkan olhou no relógio e viu que estava quase na hora da reunião com os novos clientes, mas sua criação não o deixou ir embora sem antes ajudar aquela mulher.
— Era só o que me faltava! Essa porcaria de pneu foi murchar justo hoje e o Omer não atende a droga desse celular.
Aslı estava cansada de tentar mexer na ferramenta para trocar o pneu, ninguém passava por ali, e o irmão estava com o telefone desligado.
Agora ela precisava ir até o supermercado para a cunhada e com o contratempo, ela perdeu 10 minutos do seu precioso tempo que já era cronometrado.
A jovem fazia um esforço e o suor escorrendo pelo rosto não ajudava em nada.
— Posso ajudar a senhorita?
Uma voz rouca fez com que Aslı parasse o que estava fazendo no mesmo instante. Um arrepio que a moça não sabia o que era há muito tempo percorreu seu corpo e ao se virar de frente para o estranho da voz bonita a jovem se deparou com um homem de quase 1 metro e 85, cabelos negros que estavam bem penteados e uma barba escura que lhe dava uma aparência misteriosa.
Aslı não pôde deixar de reparar no terno elegante que ele usava e na camisa branca por debaixo dele.
— Eu.... É.... Eu nunca troquei um pneu antes, meu irmão não atende o telefone e ninguém passa por aqui pra me ajudar.
Volkan sorriu ao notar o nervosismo dela, que mexia as mãos em um gesto.
— Eu vou ajudar a senhorita. — Volkan tirou o paletó e pediu para que a moça segurasse.
— Senhor vai sujar sua camisa, não precisa se incomodar. Eu vou conseguir ajuda, não é necessário.
— Sem problemas senhorita, não posso deixar uma mulher sozinha tentando trocar um pneu em uma rua deserta como essa.
Volkan enrolou as mangas da camisa e Aslı notou os braços fortes do homem e o relógio caro que ele usava no pulso esquerdo.
— Nenhum anel no dedo, será que ele é solteiro?
Aslı se pegou pensando nisso e se recriminou em pensamento.
Enquanto isso o estranho, com facilidade em menos de 10 minutos tinha trocado o pneu do carro dela.
Sem esforço e sem uma sujeira na camisa branca dele.
Aslı entregou o paletó para o homem que vestia e quem o visse daquele jeito não imaginava que minutos atrás ele estava trocando um pneu furado.
— Senhor, obrigada por me ajudar. Não sei o que posso fazer para compensar.
Volkan riu da garota e apenas balançou a cabeça em negativa.
— Não fiz mais do que a minha obrigação como homem, senhorita. Agora seu pneu está arrumado e você pode seguir seu caminho com tranquilidade.
Aslı não sabia como retribuir ao estranho e então se lembrou dos biscoitos de limão que ela havia guardado para comer no caminho.
Foi até o carro e pegou um pequeno pote descartável.
Com timidez entregou ao homem e antes que Volkan falasse algo ela respondeu.
— Não posso pagar pelo serviço com dinheiro, então espero que aceite esse pequeno presente.
Volkan ficou sem graça ao receber aquele pequeno pote de biscoitos. Ele pensou em recusar, mas seria falta de educação.
— Tudo bem, senhorita.... Bom eu ainda não sei o seu nome. Me chamo Volkan e você?
O advogado estendeu a mão para a jovem a cumprimentando e Aslı envergonhada com o gesto estendeu a sua mão e um simples aperto foi como se uma corrente elétrica tomasse conta do corpo de ambos.
— Eu me chamo Aslı, vim deixar minha filha na escola e só na hora da saída eu notei que o pneu estava murcho. Se não fosse o senhor, eu não sei o que seria. Novamente, obrigada senhor Volkan.
— Pode me chamar de Volkan e sua filha estuda nessa escola? Volkan apontou para o colégio e Aslı confirmou que sim com a cabeça.







