Paolo, com os olhos vermelhos, observava a expressão dolorosa de Ana. Ele tossiu algumas vezes e, silenciosamente, murmurou um pedido de desculpas, antes de finalmente dizer:
- Ana, se conseguirmos sair vivos daqui, vou compensar você adequadamente.
Essas palavras, ambíguas, não levantavam suspeitas.
Era o único conforto que Paolo podia oferecer a Ana.
Mas para ela, soavam como uma ironia cruel.
Desesperada, Ana tentava abrir a gaiola, desejando ardentemente acabar com a vida desse homem descara