Ao cruzar as portas do hospital no plantão seguinte, Mariana sentiu os olhares de alguns colegas se voltarem discretamente na sua direção, seguidos de sussurros abafados. Tentou manter a postura firme, como se aquilo não a afetasse, mas o nó em seu estômago só apertava. Aproximou-se do balcão da enfermagem, onde Clara, sua colega de plantão, a esperava com um olhar de preocupação.
— Como você está? — perguntou Clara em voz baixa, tentando oferecer um sorriso de apoio.
— Sobrevivendo, eu acho