O silêncio do hospital era diferente depois da meia-noite. Mais profundo. Mais íntimo. Os passos dos enfermeiros ecoavam no corredor como sussurros.
Lorena estava deitada, os olhos semicerrados, a respiração ainda fraca. O soro corria lentamente pela veia, e o cansaço pesava nos ombros como um cobertor de chumbo.
Dante ainda estava ali.
- Você precisa ir para casa - ela disse, pela terceira vez.
- Não vou.
- Dante…
- Eu não vou deixar você sozinha.
Lorena suspirou, sem forças para discutir. Ele