O envelope ainda estava em suas mãos quando Lorena ouviu os passos.
Rápidos. Firmes. Aproximando-se.
O coração disparou. Ela tentou fechar a lata às pressas, mas os dedos tremiam demais, e a tampa enferrujada rangeu mais alto do que deveria. O som ecoou no silêncio da sala como um disparo.
A porta se abriu.
Clara entrou.
Ela carregava uma pasta de couro preta sob o braço e o olhar fixo na tela do celular. Não notou Lorena de imediato. Deu dois passos em direção à mesa de Dante, onde uma pilha d