O bar era o mesmo de sempre. As luzes baixas, o ambiente vazio naquele horário da tarde, o cheiro de charuto misturando-se ao perfume caro do uísque que Nelson acabara de servir.
Rafael chegou atrasado.
O terno escuro estava amassado, os olhos vermelhos. As semanas na casa de campo não tinham sido gentis com ele, mas também não o tinham domado. Pelo contrário.
Nelson já estava sentado em uma mesa no fundo, os braços cruzados, o olhar atento.
- Você está uma droga - comentou, enquanto Rafael se