O escritório estava silencioso.
Lorena sentou-se na cadeira de Dante, a carta aberta sobre o teclado, os dedos ainda trêmulos. O papel amarelado pelo tempo estalou levemente quando ela o desdobrou.
Começou a ler.
Lorena,
Eu não sei se você algum dia vai ler isso.
Talvez nunca.
Mas ainda assim… eu preciso escrever.
Porque, de algum jeito, colocar isso no papel é a única forma de não deixar tudo se perder dentro de mim.
Eu não sabia o que era amar.
Até aquela noite.
Eu já tinha desistido de tudo