O sol já estava alto quando o cheiro de café chegou ao quarto.
Lorena havia ficado acordada a noite inteira. Ou quase em algum momento antes do amanhecer o corpo havia cobrado seu preço e ela havia caído num sono raso, cheio de sobressaltos, do qual acordava a cada ruído novo. O som das ondas, que não parava, havia deixado de ser paisagem e virado tortura.
Rafael não estava mais na cama quando ela abriu os olhos.
Ela ficou imóvel por um segundo, ouvindo. Vozes na cozinha, ele e alguém, provavel