O corredor do hospital era um túnel branco e silencioso.
Dante estava sentado em uma das cadeiras encostadas na parede, os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas diante do rosto.
A camisa continuava manchada de sangue.
Sangue de Lorena.
Ele não havia trocado de roupa.
Não tinha conseguido.
Desde que a ambulância chegara ao hospital, sentia como se qualquer passo para longe dela fosse uma traição.
Os médicos o haviam retirado da sala de emergência.
- O senhor precisa esperar aqui.