Henrique não voltou para casa imediatamente naquela noite.
Depois de sair do apartamento de Isabela, ele caminhou sem direção por algumas ruas silenciosas, as mãos nos bolsos, a mente mais cheia do que gostaria de admitir.
A conversa ainda estava fresca.
Cada palavra.
Cada pausa.
Cada possibilidade que tinha sido dita — e as que não foram.
Zurique.
Ele repetiu mentalmente.
Não como uma cidade.
Mas como uma distância.
Henrique sempre se considerou alguém racional. Alguém que sabia separar sentim