Isabela não respondeu ao e-mail naquele dia.
Nem no seguinte.
E não foi por indecisão.
Foi por consciência.
Ela sabia que aquela escolha não podia nascer da pressa — nem do medo.
Naquela noite, sentada sozinha no apartamento, Isabela abriu novamente a proposta na tela do notebook.
Zurique.
Outro país. Outra vida. Outro começo.
Tudo que, meses atrás, teria sido uma resposta imediata.
Ela teria aceitado sem pensar.
Como uma fuga elegante.
Como uma prova silenciosa de que conseguia recomeçar em qu