Isabela não foi para casa.
Também não voltou para o escritório.
Ela precisava de espaço, mas não para descansar. Precisava de um lugar onde pudesse pensar sem interrupções e, principalmente, sem influência.
Parou em um apartamento que mantinha fechado há meses. Um lugar neutro, sem memória recente, sem rotina associada.
Ali, tudo ainda estava como antes.
Intocado.
E isso ajudava.
Ela entrou, trancou a porta e deixou o silêncio preencher o ambiente.
Sem televisão, sem música, sem distrações.
Ape