38. O tiro
A princípio, Mariana realmente acredita que tudo acabou.
Ela vê o rosto pálido, marcado pelas lágrimas e cheio de ódio da ex-secretária, o jeito que ela rosna e chora. A arma não fica parada mirando em um ponto específico, pois a mão que a segura também está terrivelmente trêmula.
Então, num espaço de tempo que poderiam ser horas, dias, minutos ou segundos, Michele puxa o gatilho.
Mas Mariana não sente nada. Sequer alguma queimação ou princípio de dor.
Porque ela não foi atingida.
Num ímpeto de