Meu coração dispara, mas eu seguro firme a xícara, tentando manter uma aparência neutra. Tento não demonstrar que suas palavras me afetam, que sua proximidade me desestabiliza, mas sei que estou falhando miseravelmente.
Dante percebe. Claro que percebe.
Ele se inclina um pouco mais, apoiando os antebraços na mesa, os olhos verdes cravados nos meus, como se já soubesse exatamente o que estou pensando.
— Diga que estou errado, Isabela. — Sua voz é baixa, carregada de um desafio silencioso.
E