Tarde da noite, a campainha tocou.
Cipriano deu uma batidinha no cigarro para tirar a cinza e, quando a campainha tocou pela quinta vez, acabou se levantando para abrir a porta.
Assim que abriu, estava prestes a explodir, mas ao ver quem estava ali, franziu a testa:
— Você?
Marília segurava um guarda-chuva, e já havia se formado uma poça d'água no chão.
A calça dela estava ensopada e colada nas pernas, os sapatos também estavam encharcados.
— Entra logo.
Marília deixou o guarda-chuva do lado de