Valentina entrou no carro sem dizer uma palavra. O silêncio dentro do veículo era pesado, quase sufocante. Rafael entrou logo atrás, ocupando o banco ao lado dela, enquanto Gisele assumia o lugar da frente.
Por alguns segundos, ninguém falou.
A cidade passava pela janela, mas Valentina mal percebia.
A dor continuava ali.
Presente.
Viva.
Mas agora ela tinha um lugar diferente dentro dela.
Não era mais luto.
Era combustível.
— Marque uma reunião. — disse por fim.
Rafael virou o rosto.
— Com quem?