O galpão 72 permanecia mergulhado em escuridão e cheiro de ferrugem quando Valentina entrou. O som dos passos dela ecoou lentamente pelo concreto, acompanhado apenas pelo barulho distante de correntes balançando e da respiração pesada de Daniel.
Ele estava preso no centro do galpão.
As mãos algemadas acima da cabeça, presas a uma estrutura metálica antiga. O rosto coberto de sangue seco, os olhos inchados e parte da camisa rasgada depois da captura.
Mesmo assim…
ainda tentou erguer o ol