Mundo de ficçãoIniciar sessãoEra uma manhã fresca e nublada quando o interfone tocou, seu som insistente rompendo o silêncio habitual da casa, como o chamado de um corvo solitário em meio a uma floresta. Clarice nunca trazia chaves; tinha o costume de ser atendida na entrada, uma prática que se tornara uma tradição familiar, quase um ritual. Ao longo dos anos, ela adquirira o poder de interromper o cotidiano com sua simples presença. Coloquei a mão na alça do avental, sentindo a textura do tecido que me lembrava as obrig







