O bolicho do seu Anselmo continuava o mesmo, apesar dos anos. A madeira escurecida pelo tempo e pela fumaça, o balcão gasto pelos cotovelos de gerações de estancieiros, o cheiro misturado de álcool, couro molhado e terra trazida nas botas.
Ali, tudo parecia permanecer parado no tempo, mesmo quando o mundo lá fora insistia em mudar.
Era fim de tarde quando os homens começaram a se reunir, como faziam desde sempre. A conversa corria solta, entre um copo e outro, enquanto o rádio antigo chiava