Vinte anos haviam se passado, e ainda assim a Estância Solidão permanecia de pé ,não inteira, não viva, mas resistente. As paredes negras de fuligem, os pilares rachados, o telhado inexistente deixando o céu entrar sem pedir licença.
Era como se aquelas ruínas tivessem se recusado a desaparecer, como se tivessem feito um pacto silencioso com o tempo para permanecer ali, não como abrigo, mas como testemunha.
Diziam na província de Rio Branco que a Estância Solidão não caía porque precisava con