DEIXANDO MINHA VIDA PARA TRÁS
Entrei no carro em silêncio. Meus olhos ainda ardiam de tanto chorar, e a sensação de peso dentro de mim parecia insuportável. Abracei a mochila com força, como se fosse a única coisa que realmente me pertencesse naquele instante. O motorista fechou a porta com cuidado e acionou o motor. Nos primeiros minutos, o único som que ouvi foi o ronco suave do carro. Foi então que ele quebrou o silêncio:
— Senhorita… se quiser algo, há um frigobar atrás do banco. Sinta-s