“A SUÍTE QUE NÃO É MINHA”
OPAL
Helga caminhava alguns passos à minha frente, seu andar firme e organizado ecoando pelo corredor largo, eu tentei acompanhar, olhando tudo com uma mistura de espanto e medo.
Quadros enormes nas paredes.
Tapetes tão macios que eu tinha receio de pisar.
Esculturas de mármore.
Lustres que valiam mais do que tudo que já existiu na minha casa inteira.
Eu não sabia onde colocar as mãos.
— Aqui. — Helga disse, parando diante de uma porta dupla branca. — Es