Mundo de ficçãoIniciar sessãoDOMINICK E OPAL
O mundo se despedaçou e depois voltou para mim, como se eu tivesse sido reconstituída de maneira apressada e errada, com a cabeça desproporcionalmente pesada em relação ao corpo. Primeiro, senti o cheiro: um odor de lugar fechado, antigo e excessivamente limpo, uma mistura de produtos químicos com pedra fria.— Em seguida, ouvi um som distante; não era música nem vozes, mas um zumbido constante e elétrico, como se o silêncio estivesse alimentado por máquinas.Tentei abrir os olhos, mas a escuridão não se revelou imediatamente. Era como despertar dentro de um saco de tinta, onde os sentidos se embaralham em busca da realidade.— Pisquei com força, lutando para recordar onde estava.As sensações físicas vieram à tona antes que a memória pudesse se estabelecer: uma dor aguda nos pulsos, a pressão nas coxas, e a rigidez dos tornozelos.— A realidade de estar presa não se apresentou como um susto, mas sim como uma ver






