Capítulo 230 — O dia em que o vento aprendeu seus nomes
O sol de Rashalah subiu suave, como quem não queria acordar a cidade antes da hora. O porto cheirava a sal limpo, gelo recente e pão assando nas casas que voltaram a ter forno. Na varanda mais alta do Palácio do Porto, Isabela amarrou os cabelos num lenço claro e passou os olhos pela praça. Crianças corriam com cadernos novos; homens consertavam redes; mulheres montavam as barracas do mercado. Ali embaixo, a vida tinha, finalmente, o som d