Capítulo 229 — Cartas da areia
O segundo amanhecer em Rashalah trouxe um silêncio diferente: não era o vazio da cidade ferida, mas a pausa de quem puxa ar antes de falar alto. O porto recomeçava a mover os ombros — guindastes acordando, água caindo em cisternas, motores testando sorte. Do alto do Palácio do Porto, Isabela prendeu o cabelo num coque improvisado, vestiu uma túnica azul sem adornos e desceu as escadas como quem conhece o caminho desde sempre.
No pátio coberto, seu primeiro Conselh