Capítulo 180

A mala parecia mais pesada do que quando chegou. Talvez fosse o peso de tudo o que ela estava deixando para trás, ou o peso de tudo o que a esmagava por dentro. Isabela atravessou o corredor com o rosto molhado, mas sem enxugar as lágrimas; não havia mais dignidade para salvar naquele momento.

A porta do palácio estava à frente, imponente e silenciosa. Ela a empurrou com esforço — madeira e ferro cedendo lentamente — e sentiu que a dor dentro dela era tão sólida quanto aquele peso.

O ar da noite entrou, frio e seco, e queimou na garganta. Os guardas se entreolharam sem entender o que acontecia.

Isabela não parou, não sorriu como sempre, não disse bom dia, boa tarde ou boa noite. Ela só andou, chorando. Cada passo na pedra da entrada ecoava como um estalo seco, um som que marcava a contagem regressiva da sua resistência.

"Eu não confio em mulher." A frase dele martelava na cabeça, repetida e repetida, até se confundir com outra voz, mais antiga, mais suja: "Você não vale nada, mas é mi
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