A mala parecia mais pesada do que quando chegou. Talvez fosse o peso de tudo o que ela estava deixando para trás, ou o peso de tudo o que a esmagava por dentro. Isabela atravessou o corredor com o rosto molhado, mas sem enxugar as lágrimas; não havia mais dignidade para salvar naquele momento.
A porta do palácio estava à frente, imponente e silenciosa. Ela a empurrou com esforço — madeira e ferro cedendo lentamente — e sentiu que a dor dentro dela era tão sólida quanto aquele peso.
O ar da noit