O palácio despertou antes do sol tocar as cúpulas douradas.
Não foi um simples acordar — foi uma coreografia silenciosa, orquestrada por mãos treinadas e olhares atentos. O Baile de Gala, anunciado semanas antes, parecia ter mudado a própria pulsação dos corredores. Criados surgiam e desapareciam em pares, carregando bandejas prateadas, caixas longas com fitas douradas, arranjos de flores tão frescos que ainda guardavam o orvalho da madrugada. O perfume dessas flores subia pelos andares, mistur