A madrugada caiu sobre Al-Qadar sem alarde.
Na superfície, tudo parecia como sempre. A cidade dormia. Os servidores da Al-Rashid Enterprises giravam silenciosos. O palácio permanecia em vigília constante.
Mas, no subsolo do poder, a caçada já havia começado.
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03:37 da manhã.
Em um apartamento luxuoso da zona leste da capital, Mira Hassan acordou com batidas secas e firmes na porta.
— Quem…? — murmurou, ainda sonolenta.
Ao abrir, deparou-se com três agentes uniformizados. Sem brasão visível. Sem anúncio teatral.
Apenas a voz fria da oficial à frente:
— Mira Hassan, você está presa sob acusação de espionagem corporativa, formação de quadrilha e tentativa de golpe institucional. Em nome do Estado de Al-Qadar, a senhora será levada sob custódia imediata.
— Espera! Isso é um erro! Eu sou jornalista! — protestou ela, recuando.
Mas as algemas já estavam em seus pulsos antes que pudesse gritar de novo.
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04:01 da manhã.
No Aeroporto Internacional, Darian cruzava o saguão vestindo um sobr