O céu de Al-Qadar amanheceu com nuvens pesadas.
Não era exatamente uma tempestade — ainda —, mas havia eletricidade no ar. Um prenúncio.
Na sede da Al-Rashid Enterprises, os sussurros começaram antes mesmo do expediente.
Um link. Um dossiê anônimo. Um arquivo PDF com marcas digitais falsas, mas convincentes.
O título do documento era direto:
> “Análise de conduta irregular: envolvimento de Isabela Vasquez em processos de favorecimento fiscal.”
Dentro do arquivo: páginas “assinadas” por ela, com pareceres jurídicos que validavam contratos inexistentes com empresas de fachada. Tudo meticulosamente construído para parecer legítimo. Havia até um trecho de e-mails forjados, onde seu nome era citado com elogios por diretores corruptos — também fictícios.
A bomba havia sido plantada.
E em minutos, explodiu.
Noticiários internacionais começaram a noticiar, sem checar a veracidade:
> “Assessora pessoal do Sheik envolvida em esquema de favorecimento?”
“Documentos vazados apontam conduta suspeit