Arthur ficou completamente imóvel.
As palavras de Clara pareciam impossíveis.
Sua mãe.
A mulher que ele havia perdido quando ainda era criança.
A mulher cuja morte sempre acreditara estar relacionada ao incêndio.
Agora Clara afirmava que ela havia usado o anel do Soberano naquela noite.
— Você está mentindo — disse Arthur.
Clara não desviou o olhar.
— Eu gostaria que fosse mentira.
Arthur avançou.
— Então prove!
Clara respirou profundamente.
— Não posso provar que ela ordenou o incêndio.
Mas po