Depois do banho, Mateo ficou parado diante do espelho por mais tempo do que costumava admitir. A água ainda escorria pelos cabelos escuros, mas o que pesava não era o corpo — era a decisão.
Ele tinha passado a vida inteira sendo o que precisava ser. Traficante, estrategista, provedor, pai quando ninguém mais podia ser. Prometeu à esposa, no leito frio da despedida, que não tomaria o trono. Que não deixaria o poder consumir os filhos que ela tanto amava.
Mas o mundo não respeita promessas feitas