Alita
Malrik beija minha cabeça.
— É o suficiente para que pense em seu marido pelo resto do dia - diz.
Ele sai do quarto sem esperar respostas e me deixa ali jogada na cama, ofegante e com o corpo em descargas de prazer.
Por alguns instantes fico só ali, pensando em nada. Fingindo que minha vida é essa. Que sou casada com um homem que se preocupa com meu bem-estar e com meu prazer.
Dura pouco, a realidade de que sou casada com o irmão do homem que matei, com o homem que me negociou com meu pai, chega quando a porta é aberta.
— Bom dia, senhora Wayne!
De relance vejo que ela faz gesto de nojo ao me chamar assim.
— Bom dia, Fernanda!
— O chefe pediu que eu a ajudasse a tomar banho e apresentasse a casa.
Apresentar a casa. Me pergunto se ela já esteve muito por aqui e se já se deitou nessa cama macia com o cheiro dele.
A resposta vem depois que saio da cama e sigo até o banheiro com a ajuda dela. Fernanda me ajuda a tirar o vestido e se demora um pouco para encontrar onde colocar. Ela n