Anne,
O monitor apita, aquele som que me faz perder o chão. O coração dele parou.
— Saiam! — grito, empurrando os médicos para longe. Respiro fundo, tento manter a calma para que eu possa trazer ele de volta. Minhas mãos tremem, mas sei o que fazer. Preciso manter o foco.
— Uma ampola de drenalina, rápido! — minha voz sai meio rouca, mais pela urgência do que pela certeza. Seguro o desfibrilador, tentando não pensar que quem está ali, parado, sem vida, imaginando ser outra pessoa, e não o amor