A manhã se arrastava devagar, como se a mansão inteira estivesse prendendo a respiração. Lia percebia coisas que antes não via: portas que sempre ficavam fechadas, corredores que guardavam mais segredos do que quadros, e um silêncio que parecia mais profundo nos dias em que Dominic saía cedo e voltava tarde.
Naquele dia, Aria estava quieta demais.
Não era tristeza comum.
Era um silêncio que pesava no ar, como se a menina carregasse o mundo nas mãos pequenas.
Lia passou a manhã com ela na biblio