O quarto era pequeno, simples demais para alguém que, horas antes, era chamada de noiva em salões iluminados. Lia sentou-se na beira da cama estreita, os olhos fixos na parede descascada, como se ali pudesse encontrar alguma resposta que o mundo tinha se recusado a dar.
O celular vibrava sem parar sobre o criado-mudo.
Dominic.
Dominic.
Dominic.
Ela virou o aparelho com a tela para baixo.
Não por raiva.
Por sobrevivência.
A imagem ainda queimava por dentro. Ele entrando no hotel. Ele saindo hora