Dominic Scott
Uma semana. Sete dias. Eu contava pelas olheiras no espelho, pelas noites sem dormir, pelas vezes que o celular vibrava e não era ela. A casa estava vazia. O cheiro dela ainda no travesseiro. A escova de dentes no banheiro. O casaquinho azul que a Mônica tinha tricotado, jogado no sofá, esperando.
Eu não saía mais. Não comia. Não bebia. Só esperava. O telefone na mão. O coração na mão. A vida na mão.
No segundo dia, a polícia encontrou a van abandonada num terreno baldio na perife