Stella Blake
Uma semana. Sete dias. Eu contava pelos nós da madeira no teto, pelas vezes que o sol entrava pelas frestas das janelas tapadas, pelas refeições que eles traziam. Café preto pela manhã. Pão dormido no almoço. Um pedaço de queijo à noite. Água sempre. Pouca. Pingada. O suficiente para não morrer. O suficiente para o bebê continuar vivo.
O lugar era uma casa abandonada no meio do nada. Chão de terra batida, paredes de madeira podre, cheiro de mofo e urina de rato. Eu estava amarrada