Stella Blake
O domingo amanheceu chuvoso. O céu cinzento, as gotas batendo nas folhas do quintal, o vento balançando a cortina da sala. A Sofia acordou assustada com o barulho do trovão. Ela veio correndo para o meu quarto, a Celeste debaixo do braço, os olhos arregalados.
— MAMÃE, O CÉU ESTÁ RUGINDO.
— É trovão, amor. É o céu conversando.
— ELE ESTÁ BRAVO?
— Não. Só está falando alto.
— POR QUE ELE FALA ALTO?
— Porque ele quer que todo mundo ouça.
Ela pensou. A testa franzida.
— ELE QUER DIZER