Estendi a mão e toquei seu rosto, virando-o com cuidado para examinar o corte. Para minha surpresa, ele não resistiu. Apenas me encarou, com os olhos escuros de emoções reprimidas – raiva, mágoa, vergonha. Peguei meu casaco e limpei suavemente o sangue que escorria por sua bochecha, com a leveza de quem acaricia um vidro prestes a se quebrar.
— Parece que sempre estou cuidando dos seus ferimentos – murmurei, tentando quebrar a tensão com uma leveza que não sentia. Não mencionei o que acontecera